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Campanha criada para o GAPA Bahia tem a missão de lançar um grito de alerta para a doença, que infecta uma pessoa a cada oito segundos no mundo
A Aids ainda mata muito mais do que as grandes tragédias da humanidade. Foi a partir dessa constatação que a Propeg criou uma nova campanha para o GAPA Bahia. A ação compara o número de mortos em eventos trágicos da história com as vítimas da Aids nas últimas décadas, na tentativa de alertar as pessoas para a importância da prevenção. A situação é preocupante: de acordo com o Programa das Nações Unidas para a Aids (UnAids), em 2006, 3 milhões de pessoas morreram no mundo por conta da doença. Atualmente, 40 milhões estão portando o vírus HIV. No final das contas, a cada 8 segundos, uma pessoa é infectada.
A campanha, que já começou a ser veiculada , tem criação de Camila Lordelo e Luiz Celestino e direção de criação de Ana Luisa Almeida e Ariston Quadros. São três comerciais, que fazem a relação das estatísticas com as baixas da Guerra do Iraque, o tsunami na Indonésia e a bomba de Hiroshima, no Japão, mostrando o quanto a doença já matou. A parte impressa (busdoor, outdoor, mobiliário e jornal) segue a mesma linha criativa. As peças levam a assinatura: “A Aids está aí. Previna-se!”
Tratamento cria ilusão de cura – O foco é recolocar a Aids entre as preocupações de saúde, pois a doença continua sendo uma epidemia, que não está controlada, como pensam muitos. Para o vice-presidente executivo da Propeg, Alexandre Augusto, que faz parte da geração que cresceu sob o impacto do surgimento da doença, os números mostram um relaxamento preocupante.
"Minha geração viveu um momento de muito medo. Acompanhamos o sofrimento de Cazuza, a morte de muitos dos nossos ídolos. Foi uma mudança radical no comportamento sexual de toda uma geração. Depois da revolução sexual, da liberação da pílula, surgia a geração camisinha", lembra.
Nas últimas décadas, destaca Alexandre Augusto, os dramas, a temática Aids saiu do noticiário e criou-se um falso mito de que o problema havia sido resolvido. "Quando fomos convidados para atender o GAPA, vimos a possibilidade de fazer algo realmente importante. De desmistificar e tentar educar as pessoas. A Aids está aí, uma pessoa é infectada a cada 8 segundos. Não é porque o jogador de basquete americano Magic Johnson, soropositivo, não manifestou a doença que se deixa de usar camisinha".
Posicionamento - “No planejamento dessa campanha decidimos que a abordagem não deveria ser direcionada a nenhum segmento específico. Preferimos evidenciar o problema da Aids através da ação de comunicação de massa, multiplicando a mensagem ao maior número de indivíduos”, resume a gerente de planejamento da Propeg, Melina Romariz. “Associar a Aids a esses acontecimentos reforça na opinião pública a percepção de que o problema está aí e que é preciso prevenir-se para não entrar para as estatísticas”, completa.
Para o presidente do GAPA, Harley Henriques, a campanha desenvolvida pela Propeg acertou na mosca, pois combate a falsa idéia de que a Aids é um problema superado. Segundo ele, a terapia retroviral, conhecida como coquetel, é uma grande conquista para os portadores do HIV, mas pode dar a falsa idéia de que a doença tem cura, diminuindo o cuidado das pessoas em relação à prevenção. “Principalmente os mais jovens, que não viveram o pior período da Aids, acabam se expondo mais ao risco”, diz Harley, acrescentando que, apesar de muita gente viver com o vírus sem grande debilidade física, a doença traz várias implicações emocionais, sociais e econômicas que não podem ser ignoradas.
No Brasil já foram registradas 450 mil ocorrências da doença, mas estima-se que existem outras 150 mil pessoas vivendo com o vírus HIV/Aids que ainda não foram notificadas.
Sobre o GAPA Bahia – A importância e eficiência das campanhas do GAPA/BA foram reconhecidas através de prêmios Bem-Eficiente, da Kanitz & Associates(2002), Marketing 2000, da Associação Brasileira de Marketing e Negócios, e Prêmio Internacional pela Ajuda Humanitária – Humanitarian Awardee – 2001. Desde 1992, o GAPA Bahia faz campanhas de massa anuais na luta contra a Aids, sendo a única que conseguiu manter a continuidade e inovação na sua comunicação ao longo de 15 anos. A ONG foi fundada em 1988, por voluntários, estudantes e profissionais de diversas áreas, que perceberam que a Aids era uma grave ameaça a toda a sociedade, e não apenas um problema de alguns grupos que já estavam infectados pelo vírus. Seu objetivo é desenvolver e aplicar estratégias educativas para a prevenção da Aids, lutando contra a discriminação, a violação dos direitos humanos das pessoas com o vírus e reivindicando uma política de saúde direcionada à prevenção da doença. A cada ano, a ONG produz uma campanha e compartilha a assinatura com GAPAs de estados como Rio Grande do Sul, São Paulo, Ceará, Minas Gerais, entre outros.
Ficha Técnica: Filmes
Título: Tsunami, Iraque e Hiroshima
Anunciante: Grupo de Prevenção à Aids (GAPA – BA)
Produto: Utilidade Pública/Prevenção à Aids
Agência: Propeg
Criação: Camila Lordelo e Luiz Celestino
Direção de criação: Ana Luisa Almeida e Ariston Quadros
Planejamento: Melina Romariz
Atendimento: Alexandre Augusto e Mateus Simões
Mídia: Nilton Neto e Daniela Sodré
Produção: Renata Matos, José Oliveira, Paulo Dias
Fotografia: Latinstock Brasil
Produtora/Filme: Malagueta Filmes
Direção: Xande Mendonça
Arte/Computação Gráfica: Franklin Ferraz
Produtora/Som: Bompracaramba – Marquinho Carvalho
Aprovação/Cliente: Harley Henriques
Ficha Técnica: Impressos
Título: Tsunami, Iraque e Hiroshima
Anunciante: Grupo de Prevenção à Aids (GAPA – BA)
Produto: Utilidade Pública/Prevenção à Aids
Agência: Propeg
Criação: Camila Lordelo e Luiz Celestino
Direção de criação: Ana Luisa Almeida e Ariston Quadros
Planejamento: Melina Romariz
Atendimento: Alexandre Augusto e Mateus Simões
Mídia: Nilton Neto e Daniela Sodré
Produção:Renata Matos, Paulo Dias, Ângela Rocha, José Oliveira, Arnoldo Miranda, Carlos Rogério e Fátima Soares
Fotografia: Latinstock Brasil
Aprovação/Cliente: Harley Henriques

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